CENTRO DE FORMAÇÃO DE ESCOLAS ANTÓNIO SÉRGIO 2009 - 2011
1. Princípios orientadores do projecto de formação
Tendo em conta:
● as exigências de qualificação do serviço público prestado pelas escolas, no que concerne ao processo de ensino aprendizagem e consequente melhoria dos resultados escolares e de acompanhamento educativo dos discentes;
● as mudanças introduzidas na organização, gestão e administração da Escola;
● as necessidades de formação do pessoal docente e não docente das escolas associadas, o que envolve cerca de 2200 professores e 800 funcionários auxiliares e administrativos ;
O projecto pretende desenvolver formação ajustada às necessidades da diversidade de escolas de jardins de infância, ensino básico, secundário do regime regular e especializado e do seu pessoal docente e não docente; dar resposta aos percursos de formação pessoal e profissional dos professores, numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida enquadrando-os em contextos facilitadores; criar contextos de formação que estimulem as boas práticas e a aquisição de competências; articular com projectos nacionais e europeus de formação, de pessoal docente e não docente; promover a articulação da formação com a investigação educacional; estabelecer o diálogo com órgãos municipais e parcerias com entidades da comunidade científica, educativa, cultural e artística, no sentido de operacionalizar o plano de formação; desenvolver formação prospectiva dentro das linhas orientadoras de formação da comunidade europeia, criando parcerias com instituições congéneres.
2. Objectivos do projecto de formação
● Acompanhar as escolas no levantamento das necessidades de formação e na elaboração dos seus planos de formação;
● Fazer o levantamento dos recursos que as escolas têm à sua disposição e que podem ser facilitadores nas acções de formação;
● Criar bolsas de formadores em que participam professores dos vários níveis de ensino devidamente creditados (criar equipas mistas de formadores);
● Elaborar o Plano de Formação do Centro, tendo em conta as necessidades de formação identificadas e os projectos educativos das escolas;
● Propor o plano de acção do Centro de Formação para acreditação do Conselho Científico - Pedagógico da Formação contínua de professores;
● Apresentar a candidatura para financiamento de acordo com as orientações dadas pela DRGHE;
● Definir a metodologia e as estratégias para a operacionalização do Plano de Formação;
● Contratualizar com instituições de ensino superior, associações profissionais, unidades de investigação educacional e outras entidades científicas, culturais e artísticas, que sejam acreditadas ou venham a ser acreditadas pelo conselho científico - pedagógico da formação;
● Estabelecer protocolo com uma unidade de investigação no sentido da monitorização e avaliação do programa, dos planos de formação desenvolvidos e do seu impacto.
3. Modelos e estratégias de formação Serão privilegiados os modelos de formação que:
● Promovam a aquisição e desenvolvimento de competências profissionais dos formandos;
● Impliquem os agentes educativos em actividades de formação contextualizada, permitindo-lhe adquirir competências de auto-formação e cooperação, desenvolvendo uma cultura de partilha com os pares;
● Permitam aos formandos adquirir competências TIC, que possam ser postas ao serviço de metodologias de ensino e aprendizagem assentes no desenvolvimento da autonomia, na aquisição de conhecimentos, e ainda, do sistema de informação, registo, produção e partilha entre pares;
● Impliquem a definição de objectivos e metas precisos.
4. Áreas de formação As áreas de formação do biénio de 2009-2011 terão em conta:
(I) o levantamento feito pelas escolas
(II) pelos programas e projectos de formação nacionais;
(III) e pelas orientações da comunidade europeia para a formação de pessoal docente e não docente.
Pessoal Docente
● Conteúdos científicos e didácticos das diferentes disciplinas e áreas do saber;
● Aquisição e certificação de competências TIC;
● Produção e utilização de conteúdos digitais nas diversas áreas de conhecimento e da aprendizagem;
● Metodologias de ensino – aprendizagem e desenvolvimento das competências dos alunos;
● Avaliação de aprendizagens de alunos;
● Gestão escolar, avaliação de escolas e avaliação de desempenho de docentes;
● Educação de adultos em contextos formais e não formais;
● Integração de alunos com necessidades educativas especiais e metodologias de ensino - aprendizagem adequados aos diferentes casos.
Pessoal não docente
● Modernização da administração pública e competências inerentes ao serviço público;
● Orientação escolar e desenvolvimento de percursos de formação no contexto nacional e europeu;
● Aquisição e certificação de competências informáticas
5. Objectivos Estratégicos e Acções de formação
I) a utilização das TIC no processo de ensino-aprendizagem, com vista a habilitar os professores das escolas associadas a responderem às metas definidas pelo Plano Tecnológico;
II) o conhecimento cientifico e didáctico nas diferentes áreas disciplinares;
III) a integração e os processos de ensino - aprendizagem de crianças e jovens com NEE;
IV) a aquisição de competências dirigida à equipa da Biblioteca Escolar;
V) os projectos de mobilidade europeia de professores e estudantes;
VI) o desenvolvimento de projectos educativos de escola, planos de actividades e projectos curriculares em escolas associadas;
VII) a formação sobre avaliação de alunos;
VIII) a formação de formadores e técnicos de Centros de Novas Oportunidades;
IX) as competências informáticas e de comunicação do pessoal docente e não docente;
X) a aquisição de competências e de instrumentos operacionais que sirvam a mudança e a inovação organizacional e administrativa das escolas;
X) a aquisição de conhecimentos sobre primeiros socorros, higiene, saúde e segurança no trabalho; y) a formação sobre avaliação do desempenho dos agentes educativos. 6. Operacionalização do projecto de formação O projecto de formação que se apresenta é operacionalizado através de planos anuais de formação e planos de actividades aprovados em Comissão Pedagógica, tendo em conta as prioridades definidas pelas escolas associadas, as orientações da tutela em termos de financiamento, a estrutura e os meios disponibilizados ao Centro de Formação, pela escola sede.